Capcom avisa que não fará mais jogos que possam ser considerados racistas
Postado por Rafa Borges, às 09:25 | Arquivado em OpiniãoIsso é o resultado daqueles rumores que, passado de grupinhos em grupinhos, acabam tomando uma proporção gigantesca. Até mesmo antes do lançamento do polêmico Resident Evil 5, já se ouvia falar que seria um jogo racista. O motivo para tal alegação, seria o fato de a maioria dos infectados serem negros.
Sobre os ensinamentos que a vida dá, a coordenadora do setor de Relações Públicas da Capcom, Melody Pfeiffer, declarou ao site Gamesutra: “Desde a controvérsia gerada com RE5, nós estamos muito mais atentos quanto a importância de prever o discurso dos jogadores enquanto ainda estamos no processo criativo, para que isso nos permita ter segurança no produto final”.
Engraçado… Se a Capcom criasse um jogo em que seu enredo se desenrolasse nos confins da África e todos fossem brancos, as pessoas diriam o que?
Que a Capcom é racista, pois ignorou a marjoritariedade negra do continente africano. Portanto, era uma moeda viciada. Não importava o lado que ela caísse, o resultado seria o mesmo.
O mesmo acontecia na nossa época de infância, quando nenhum jogo se passava no Brasil. Todos diziam que era puro preconceito dos gringos. Aí quando lançam Modern Warfare 2, se ouvem pessoas reclamando do estereótipo que se gera mostrando apenas as favelas do Rio de Janeiro. É verdade, é um rótulo que temos. É errado que apenas mostrem esse lado.
Porém, meus amigos, eis a verdade imutável, intransponível e insuperável: sempre haverão polêmicas. Não importa o que eles façam. É nosso papel: apontar e xingar.
Enquanto a dona Melody reclama da vida e pede desculpas, eu vou matar uns zumbis afrodescendentes.











