Por que os mortos continuam vivos?
Postado por Daniel Gomes, às 09:00 | Arquivado em OpiniãoO Brasil é o país do retrô, mas não digo isto de uma forma digna, mas da pior forma possível, pois só aqui – e claro em outros países que não sabemos como é o mercado de lá – que vemos n produtos ressuscitados de tempos em tempos em nossas prateleiras. E a vítima da vez foi, novamente, o Master System.
Vamos a um rápido pensamento que vale por todo este post que é o seguinte:
Time que está ganhando não se mexe.
Feito este breve excerto para este post ficar mais dignificante, vem a pergunta crucial para nós nerds, geeks, gamers e massas que gostam de auto-denominar-se numa tribo, porque será que algumas empresas insistem em investir no passado que está morto e enterrado? Por que empresas, como a Tectoy, teimam em trazer para o mercado brasileiro produtos já ultrapassados e que tiveram os seus momentos de glórias anos atrás? Por que eu não ganho na megassena? Quais são as motivações para estas empresas nunca seguirem em frente, só voltar no tempo?
Bons momentos
Esta é uma pergunta para os mais velhos, quem aqui não se lembra dos tempos idos de final da década de 80 e meados do inicio deste século, quando existiam duas grandes empresas no Brasil que brigavam dente a dente pelo consumidor gamer brasileiro? Era ali, naquele momento, que tinhamos – ou os nossos pais – a dificil escolha de comprar um produto de ponta e poder usufruir de uma boa assistência técnica e representação das grandes Nintendo e SEGA. E quem aqui não ficou triste com o fim desta guerra?
Pois bem, foram estes os bons momentos, até que a Nintendo perdeu a sua representação no Brasil e a SEGA chutou a pau e deixou de fabricar consoles e, a partir daí, a Tectoy passou a viver de migalhas dos consoles chamados Mega Drive e Master System. Primeiro arrancando o slot de cartucho e, em seguida, tirando todos os componentes úteis e saudáveis que servem para que os jogos rodem em perfeição.
Atualmente o Master e o Mega vivem uma situação de mortos-vivos, mais mortos que vivos, na verdade, no nosso mercado nacional, com jogos porcamente emulados e preços exorbitantes – se comparado que achamos PlayStation 2 por 300 reais. Mas não é só a Tectoy que vive de migalhas…
Playstation no Brasil, legal, mas…
Ano passado comemoramos que o PS2 iria ser trazido oficial ao Brasil, assim como o PS3 e os jogos seriam prensados aqui no Brasil, mas a que preço? A um preço que a Sony do Brasil acha bom o bastante para o mercado gamer, um preço que, para muitos de nós, é uma irrealidade parecida com a opinião sobre a realidade da Pollyana. Impressionante como algumas empresas trazem um console com 10 anos de vida e ainda querem vender a preços que não venderiam as suas sogras para o pior dos escravagistas!
Daí, para a cegueira pré-existente de muitas empresas de games, outras antes gigantes de clonagem do Nintendo 8-bits vem trabalhando arduamente para criarem ainda uma maior quantidade de clones deste no Brasil e a preços, claro, nada módicos.
O que me pasmou que até a Philco entrou na brincadeira.
Da pergunta inicial.
Vou partir do principio que parte da população brasileira é preguiçosa e, nesta premissa, posso lhes dizer. Temos produtos antigos ainda sendo vendidos no Brasil porque:
a) A indústria nacional adora reciclar tendências que sempre deram certo e nunca vão ousar;
b) Brasileiro gosta do bom e do barato, mesmo que o bom seja ruim e o barato acabe saindo caro;
c) Grandes multinacionais adoram sobretaxar os seus produtos e, assim, acabam deixando os produtos impopulares.
Com estes pontos acima e com a grande disponibilização dos produtos baratos aqui no Brasil, creio que estes seja um dos caminhos a seguir do porque de certas coisas, mas, e vocês, o que acham e o que deveríamos mudar para ter uma atitude mais direta na qualidade de nossos produtos?















