Sucker Punch – Mundo Surreal
Postado por Daniel Gomes, às 13:00 | Arquivado em FilmesUm filme além do seu tempo? Uma ode a ação? Ou uma ode para os geeks, nerds ou macharada em geral com mãos de playmobil? Uma verdadeira homenagem ao mundo dos games? Ou um filme completamente sem estrutura e que merece ser esquecido? São estas as várias perguntas que Sucker Punch – Mundo Surreal pode dar aos assistidores do mesmo.
Antes de mais nada, a sinopse:
Fantasia épica de ação que nos coloca frente à imaginação fértil de uma jovem garota, cujos sonhos são a única saída para sua difícil realidade em um hospício. Desligada dos limites de tempo e espaço, ela está livre para ir onde sua mente levar, porém chega o momento em que suas incríveis aventuras quebram o limite entre o real e o imaginário, trazendo consequências trágicas.
Com isto em mente, Sucker Punch, para alguns, pode ser algo como uma mistura entre Matrix e A Origem ou até mesmo uma certa homenagem a algum jogo tresloucado como Silent Hill, mas vindo de Zack Snyder (MADRUGADA DOS MORTOS, 300, WATCHMEN – O FILME), podemos dizer que é uma amalgama completo e total de tudo que influenciou esse cara. Temos, no filme, várias partes que realmente parecem coisas de jogos de videogame, outras que seguem o estilo mitologia do heroí – visto em Matrix, Senhor dos Aneis, Guerra nas Estrelas -, e, até mesmo, um pouco de drama bastante disfarçado.
Mas o que torna o filme instigante mesmo é que ele foi direcionado para um público que se recusou a assistí-lo – isto só me lembra do filme Blade Runner, um fracasso de bilheteria, mas que se tornou cult tempos depois -, e, assim, foi quase uma verdadeira catastrófe financeira para o estúdio, só não deve ser mais porque quando um filme deste porte é lançado em DVD/Blu-ray, vende como água.
Todo o cenário criado pela BabyDoll (Emily Browning, gostosinha de plantão) é algo que merece os elogios pontuados, pois é um universo no qual você tem uma certa vivacidade e parece que realmente você faz parte daquele lugar. Interessante notar que a primeira cena quando ela imagina dentro da sua imaginação, ela começa solitária, depois, com uma missão em mãos, as suas outras amiguinhas Sweet Pea (Abbie Cornish – Um bom ano), Rocket (Jena Malone – Donnie Darko, into the wild), Blondie (Vanessa Hudgens – High School Musical) e Amber (Jamie Chung – Dragon Ball Evolution, Se beber não case 2), todas elas sendo conduzidas por um mestre (Scott Glenn – O Ultimato Bourne, Escritores da Liberdade, As Virgens Suicidas), mostrando um certo “q” para os jogos de RPG – sejam eles os de videogames ou os tradicionais de mesa – e, chuto eu, até mesmo uma certa referência ao desenho Caverna do Dragão.
Vejam um exemplo da ação desenfreada e noção de realidade de Sucker Punch.
Além da ação vertiginosa e bem apreendida pelas personagens, temos, também, a trilha sonora que é um show a parte que você confere duas músicas aí abaixo. Algumas delas foram refeitas para ficarem com o clima do filme, o que não deixa de ser um feito de tanto, dando um toque ainda mais pessoal ao enredo e fazendo com que o “assistidor” entre ainda mais na Matrix… digo, na cabeça da BabyDoll.
Enfim, não posso falar muito do filme, mesmo porque estou com preguiça de fazer uma resenha melhor – fica para outros filmes que eu gosto mais, mas eu sugiro a você, que não tem nada para fazer hoje, dar uma olhadinha neste filme! ^^
Agora, para mim, a melhor música eles deixaram de fora e isto me irritou muito!
Deixo aqui o trailer e a música que eu gosto mais.














